quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Em Carbonita, brincando com a câmara como no Convite de José Paulo Paes


Brincar com imagens
é capturar o risquim de luz
ao cair da tarde em Abadia.
É o clarão do sol nos olhos de D. Luzia Gonçalves,
poetando fé e orações.
É a cigarrinha de papel
e o fumo verde que não fumega
dos versos da outra Luzia,
também senhora, ecoando
no interior mais intímo
de nossas emoções.
São as lembranças televisivas
ainda em preto e branco da década de 30,
na prosa em luzeiro de Sr. José Maria,
guardião da imagem de Nossa Senhora da Abadia
e merecedor dela, da proteção aos entes queridos
e da sua espiritualidade.

Brincar com imagens
é festejar com D. Pedrelina,
emoldurada no batente do portal,
ao lado de Sr. Vicente, companheiro e artesão
de toda vida. mais um janeiro completado.
É compartilhar alegria e orgulho
de posar às margens do Araçuaí
para a foto que será impressa em tecido,
aceitando assim, Luiz Carlos,
o desafio de fotografar brincando com a câmera
como se brinca
com bola, papagaio, pião
assim mesmo,
como no Convite de José Paulo Paes
nos provocando a brincar com as palavras.
É captar ainda Luiz , como você tanto desejas
o sorriso no rosto de uma criança,
o brilho no olhar de um adulto,
ou a luz em zig-zag dos postes e automóveis,
_ exercícios de sensibilidade!


                                                                                                                 Lori Figueiró




Luzia Gonçalves da Silva












Fotografia de Kênio José Silva Souza












Luzia Filipe do Amaral


Fotografia de Cássia Ferreira Afonso


José Maria Leite


 Fotografia de Liliane Lacerda Silva


Pedrelina Felicia da Silva e
 Vicente Vieira da Silva.


Fotografia de Cássia Ferreira Afonso

Jovens do Projeto 
Olhares em Foco, Carbonita.










Fotografia de Luiz Carlos Moreira Vieira


                                             

                                                               Convite


Fotografar é brincar com a minha câmera
Como se brinca
Com bola, papagaio, pião.
Só que
bola, papagaio, pião
De tanto brincar
Se gastam.
As fotografias não:
Quanto mais se brinca
Com elas
Mais vivas ficam,
Como o belo sorriso
No rosto de uma criança,
Como o brilho no olhar
De um adulto.
Vamos brincar de fotografar?


                                                                    Luiz Carlos Moreira Vieira,
                                                                      a partir do poema Convite de José Paulo Paes.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Em São Gonçalo, com o Coral Ribeirão de Areia "o vau do mundo é a alegria."
















































Nos trabalhos desenvolvidos no amado Vale do Jequitinhonha com as
queridas e companheiras Giovana e Rosa Perdigão, a oportunidade
de vivenciar os movimentos do Coral Ribeirão de Areia. Movimentos
que manifestam pelas linguagens artísticas do teatro, canto, música e
a dedicação dos profissionais Diêgo Alves, Dêner Pinheiro e Grace Matos,
coordenados por Elisângela Pedroso Lopes (via AJENAI - Associação
Jenipapense de Assistência à Infância). Atrás das lentes da câmara na
tentativa de descrever os movimentos do fotógrafo e documentarista
Lori Figueiró vou tomar emprestado o pensamento de Ivan Lima:


Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se  
um significado, faz- se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se 
uma história, cabe a nós espectadores o imenso desafio de lê-las.


Nos ambientes sociais nas cidades onde passam, todos os espaços
tornam-se educativos para a construção do pensamento dos
encantadores integrantes do Coral Ribeirão de Areia.
Aos espectadores singulares fica destinado o encantamento.
Alessandra, Ivânia, Andressa, Kenedy, Grasiely, Estefane, Júlia,
Valdeleth, Walace, Maria Silene, Edna, Milene, Soliana, Káren,
Keilla, Kananda, John, Graziele Ferreira, Maria de Fátima, Wellington,
Angelica, Franciele, Kaique, Ranielly, alegremente no convívio dos
encontros, a construção contínua e significante do trabalho com
o Coral Ribeirão de Areia.
Cantam  e encantam!


                                                                                  Sandrinha Nogueira










quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Por Ilídia! ... o corpo como manifestação, memória e registro.















Impressionou-me as imagens fitadas diante de D. Ilídia, quando a vi
em ocasião de minha primeira viagem a São Gonçalo do Rio das Pedras,
em companhia das amadas Giovana e Rosa.
Senti-me tocada pela firmeza de seus passos, onde a transferência de
peso é elegantemente tateada por uma sombrinha azul escuro,
porque a "verde tem mais de cinquenta ano" e é usada para recitar
o poema Catita e Elegante de autoria até então desconhecida.
Entremeando suas passadas com movimentos da dança Umbigada,
além de saltitos e volteios.
Encantei-me com os registros corporais no corpo em movimento
desta senhora. O corpo enquanto registro, memória e movimento!
Um tempo depois, assistindo aos documentários de Lori Figueiró
percebi o quão fui sensibilizada pela alegria sedutora desta senhora.
Com Verinha, amiga querida e parceira profissional, a construção
coreográfica de “Por Ilídia!”. Na voz de outra querida, Adriana Lopes,
com o acompanhamento musical de Estêvão Henrique, as luzes
e cores sonoras ao poema Catita Elegante.
A sensibilidade e olhar cuidadoso, através dos vídeos documentários
do então companheiro Lori Figueiró mediaram a pesquisa corporal.
Assim, dançar “Por Ilídia!”, foi pura e simplesmente uma vivência extasiante,
interpretativa de toda a alegria sedutora para a vida que sinto em D.Ilídia.
Neste trabalho, com Verinha me embriaguei com Ilídia, por Ilídia.
Assim também como o desejo de dançar ainda mais... “Rosas”
e a “Consagração de Nossa Senhora Aparecida”.
 
                                                                           Sandrinha Nogueira


Por Ilídia! ... o corpo como manifestação, memória e registro. Ensaio.