quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Faces do Serro, outras imagens para uma Exposição



João Gabriel Silva Guimarães,
Pedro Lucas Silva Guimarães,
José da Paixão Barbosa e
João Pedro Cunha Oliveira de Avila Pimenta

   
Gentil Araújo Costa

Luiz Antonio Meireles

Edvaldo da Costa Ferreira

Maria Teodora Silva e 
João Marcos Alves Cardoso

Waldir da Costa Coelho

Anisia Gabriela de Jesus Brandão

Afonso Leôncio dos Santos

Paulo dos Santos Oliveira

Maria de Lourdes Moreira Pires

Dauro Moreira da Silva e
Geraldo Pereira de Lima

Sebastião Lopes Ramos e
Helena Paula Ramos

Joaquim da Silva







                                  Fotografia de Joyce Emanuelle Costa Pinto



Faces do Serro

Serro, cidade fundada nos (des)caminhos dos bandeirantes paulistas que adentravam o sertão em busca dos desejados metais preciosos, sonhando com riquezas sem fim. Serro, cidade que se orgulha, em seus mais de 300 anos de história, de um passado glorioso, ao qual pertencem verdadeiras fortunas retiradas dos leitos de seus rios, e nomes como Teófilo Benedito Ottoni, José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Joaquim Ferreira de Salles, dentre outros.
Em meio a esses “grandes homens” não podemos, no entanto, esquecer-nos de que três séculos de existência deixaram um legado de tradições e saberes que compõem, genuinamente, esse lugar. Refiro-me a parteiras(os), benzedeiras(os) e raizeiras(os), responsáveis pela saúde física e, em muitos casos, espiritual de quem os procura. Ou ainda as lavadeiras, comerciantes, artesãos e músicos que tornam o nosso cotidiano mais agradável. Não posso deixar de mencionar as tradições orais e religiosas, as quais ganham vida nos lábios e nos olhares, nas vestimentas e nas orações, trazendo mais beleza e significado à existência.
São “meros detalhes” a que Lori Figueiró direciona suas lentes há mais de dez anos que, através de uma parceria do fotógrafo com o Museu Regional Casa dos Ottoni, foi possível capturar tantas particularidades serranas. A exposição Faces do Serro é o fruto desse projeto, resultado das oficinas de fotografia, durante as quais, os amantes dessa arte puderam apreender técnicas e vivenciar o processo de registro imagético de pessoas, modos de viver, saberes e memórias.
A equipe do MRCO agradece e parabeniza o profissional Lori Figueiró pelo expressivo trabalho, repleto de sensibilidade e espera que todos possam contemplar e perceber, através das imagens, as diversas faces do Serro e da sua cultura.

Ana Cláudia Caseiro de Oliveira


Faces do Serro, algumas imagens para uma Exposição



Nelson Eugênio da Silva

Terezinha Silvestre de Jesus Cunha


Pedro Simões

Geraldo Barbosa da Silva

José de Paula Silva

José Wandeir de Paula

Jadir Pereira da Fonseca

Corina Rodrigues dos Santos

João Aparecido Moreira dos Santos

Mara de Jesus Santos

José Lino Gomes e
Carlina Maria Morais Gomes


Clipson Luis Pinto de Almeida
                                  Fotografia de Joyce Emanuelle Costa Pinto


Faces do Serro

Serro, cidade fundada nos (des)caminhos dos bandeirantes paulistas que adentravam o sertão em busca dos desejados metais preciosos, sonhando com riquezas sem fim. Serro, cidade que se orgulha, em seus mais de 300 anos de história, de um passado glorioso, ao qual pertencem verdadeiras fortunas retiradas dos leitos de seus rios, e nomes como Teófilo Benedito Ottoni, José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Joaquim Ferreira de Salles, dentre outros.
Em meio a esses “grandes homens” não podemos, no entanto, esquecer-nos de que três séculos de existência deixaram um legado de tradições e saberes que compõem, genuinamente, esse lugar. Refiro-me a parteiras(os), benzedeiras(os) e raizeiras(os), responsáveis pela saúde física e, em muitos casos, espiritual de quem os procura. Ou ainda as lavadeiras, comerciantes, artesãos e músicos que tornam o nosso cotidiano mais agradável. Não posso deixar de mencionar as tradições orais e religiosas, as quais ganham vida nos lábios e nos olhares, nas vestimentas e nas orações, trazendo mais beleza e significado à existência.
São “meros detalhes” a que Lori Figueiró direciona suas lentes há mais de dez anos que, através de uma parceria do fotógrafo com o Museu Regional Casa dos Ottoni, foi possível capturar tantas particularidades serranas. A exposição Faces do Serro é o fruto desse projeto, resultado das oficinas de fotografia, durante as quais, os amantes dessa arte puderam apreender técnicas e vivenciar o processo de registro imagético de pessoas, modos de viver, saberes e memórias.
A equipe do MRCO agradece e parabeniza o profissional Lori Figueiró pelo expressivo trabalho, repleto de sensibilidade e espera que todos possam contemplar e perceber, através das imagens, as diversas faces do Serro e da sua cultura.

Ana Cláudia Caseiro de Oliveira



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Faces do Serro, João Aparecido Moreira dos Santos fabricando as suas panelas de pedra

                                           João Aparecido Moreira dos Santos



















                           Compasso feito por João Aparecido Moreira dos Santos


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Natal


Natal

numa manhã
de luzes duradouras
e cores permanentes
o meu pai ofertou
aos filhos
o seu embornal
sortido de gabirobas

o fogo dourava o tacho
e a minha mãe
nas mãos
a colher e a tesoura
avivava o brilho
dos nossos olhos
com os rendados
de papel manilha
e o verde adocicado
dos figos cristalizados

e se acaso
não estivesse empoleirado
num dos galhos da árvore
plantada no canto da sala
um anjo transitava
entre o quintal
e os cômodos da casa

o Menino tão esperado
havia de chegar!


                                        Lori Figueiró



                                   Presépio de Helena Siqueira Torres,
                                   São Gonçalo do Rio das Pedras, Serro, MG.



O Menino

Sob o manto rendado das estrelas
aos cuidados de José e Maria
o Menino dorme na manjedoura.


                                               Lori Figueiró

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Malin Martin, em Itamarandiba, Exposição Fotográfica "O encantamento pelas imagens"



   
E bem sabemos que a educação possui na própria criação da vida
humana um lugar bastante mais essencial do que costumamos supor.
Na verdade, como seres inteiramente dependentes de processos
culturais de socialização – de transformação de um indivíduo em uma
pessoa -, somos e seremos sempre moldados conforme a educação
que criamos e que criaremos, para que ela continuamente nos recrie.


                                                                        Carlos Rodrigues Brandão,
                                                                        Da turma de alunos à comunidade aprendente.
                                                                        Visões Singulares, conversas plurais,
                                                                        Rumos Itaú Cultural, 2007

















































Ultrapassando os limites do simples registro, englobando todo um processo
anterior e posterior a esse ato, a fotografia exige uma postura crítica. Exige
uma tomada de posição frente a realidade que influenciará na seleção do que
será fotografado, na explicitação do como, para que e por que do registro
fotográfico.

                                 Ana Elisabete Lopes,
                                 Fotografia e meios digitais: novas interfaces na produção de narrativas
                                 Identidade, Diversidade: práticas culturais em pesquisa
                                 FAPERJ – De Petrus et Alii Editora Ltda - 2009